quinta-feira, 3 de julho de 2008
EUA e Israel ajudaram no resgate de Ingrid Betancourt e mais 14 reféns das Farc
RIO - O resgate cinematográfico de Ingrid Betancourt e outros 14 reféns contou com a ajuda de equipes de Israel e dos Estados Unidos. Um grupo de quatro oficiais de alto escalão da reserva israelense treinou durante um ano e meio unidades de elite do Exército colombiano, implantando novas técnicas de combate, coleta de informações e inteligência em campo. Outro grupo de especialistas americanos ajudou o Exército colombiano, mais recentemente, com táticas de inteligência e planejamento, além de fornecer imagens via satélite e ajudar a interceptar o celular da liderança das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A Casa Branca admitiu que participou do plano de resgate dos 15 ex-reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. De acordo com a porta-voz Dana Prino, os Estados Unidos forneceram "algum apoio" na operação na Colômbia, país com o qual mantêm uma cooperação militar.
- Estávamos a par desta fase preparatória, mas esta operação foi idealizada e conduzida pelos colombianos, com nosso total apoio. Eles não precisaram, porém, de nossa autorização - afirmou a porta-voz da Casa Branca.
Entre as 16h e 16h30 (em Brasília) de quarta-feira, Bush foi informado por assessores de que "a operação tinha sido executada e concluída com sucesso", ressaltou. Perino atribuiu ao Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, e ao Exército do país o sucesso da missão, "com algum apoio nosso, mas foi uma operação fundamentalmente da Colômbia", afirmou.
- Fazia tempo que a operação de resgate estava sendo preparada. Faz tempo que trabalhamos com os colombianos - disse Perino.
Na quinta-feira, funcionários do governo americano confirmaram que o país providenciou suporte de inteligência para a operação. Eles deram alguns detalhes, segundo o jornal "New York Times", mas um dos oficiais disse que os Estados Unidos forneceram imagens de satélite ao governo colombiano, quando a operação era planejada.
Além disso, segundo ele, o Exército colombiano vem monitorando - através de escutas - as conversas de um dos líderes da guerrilha.
De acordo com a denúncia americana, Gerardo Antonio Aguilar Ramirez, guerrilheiro conhecido como "Cesar" que foi capturado na operação de quarta-feira, se comunicou através de rádio de um centro na localidade de Villavicencio.
Esses centros têm a capacidade de receber ligações de membros das Farc que utilizam rádios de curta distância - disse um deles.
A parceria entre Colômbia e Israel foi selada no início de 2007, após a determinação do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, de buscar novas tecnologias militares com empresas privadas israelenses. O contrato para o treinamento teria custado US$ 10 milhões ao governo de Bogotá, numa negociação intermediada pelo ex-chanceler israelense Shlomo Ben Ami. O general de reserva Israel Ziv foi o responsável por ajudar o Exército da Colômbia a reformar sua unidade de inteligência. Ziz, ex-diretor de Operações do Exército israelense, deixou o uniforme em 2005 para se dedicar à consultoria militar. Ele passou a maior parte do último ano na Colômbia.
- Foi preciso disciplina para superar as diferenças culturais entre israelenses e colombianos, mas eles se esforçaram e entraram no ritmo. Fomos contactados para ajudar a reformar a inteligência, ensinar novas técnicas de combate ao terror e elaborar estratégias. A guerrilha é dinâmica e obriga seus adversários a tomar decisões rápidas, conforme mudanças táticas no campo de batalha - contou.
Segundo Ziv, ainda há agentes israelenses operando em território colombiano. Ele não revela o número exato, mas entre eles haveria ex-oficiais do Exército, Shin Bet, e até mesmo do lendário Mossad, o serviço secreto de Israel. O pesquisador Eli Carmon, do Centro Interdisciplinar de Hertzelia, afirmou que a tática de infiltrar-se entre o inimigo e ludibriá-lo é uma marca israelense que ficará na história da Colômbia.
De fato, além das informações sobre a localização e a rotina dos seqüestrados fornecidas por reféns libertados e por um policial que conseguiu fugir do cativeiro, a operação Xeque contou com um ex-guerrilheiro das Farc, que desertou da guerrilha, se entregou ao Exército e voltou infiltrado como espião.
Os números das exportações israelenses para a América do Sul são mantidos em sigilo, mas especula-se que pelo menos 70% dos equipamentos desenvolvidos no país - entre tanques, munições, sistemas eletrônicos, armas e bombas - sejam destinados ao comércio exterior. Israel é o quarto maior exportador de armamentos do mundo. Para não cair em mãos erradas, o porta-voz do ministério da Defesa de Israel, Shlomo Dror, afirmou que todas as transações têm de passar pelo crivo do ministério e receber aprovação do governo.
- A Colômbia é um país amigo e não temos problema em permitir negócios como esse. No caso da libertação de Betancourt, é importante ressaltar que houve apoio israelense, mas privado. Não foi um apoio do governo de Israel - disse.
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/07/03/eua_israel_ajudaram_no_resgate_de_ingrid_betancourt_mais_14_refens_das_farc-547086579.asp
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Exército colombiano anuncia o resgate de Ingrid Betancourt
Ex-candidata à Presidência colombiana estava em poder da guerrilha havia 6 anos; outros 14 reféns foram soltos
BOGOTÁ - O Exército da Colômbia resgatou em segurança a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos e onze militares seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciou nesta quarta-feira, 2, o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. Os seqüestrados foram libertados após uma operação de infiltração na guerrilha na Colômbia. De acordo com o ministro, o Exército capturou os guerrilheiros que faziam um cordão de segurança na área de cativeiro dos seqüestrados e esses rebeldes teriam convencido os demais rebeldes a entregar os reféns.
O resgate, que aconteceu no departamento de Guaviare, no sudeste da Colômbia, foi fruto de uma operação de inteligência pela qual agentes do governo se infiltraram na guerrilha, informou a agência France Presse.
Santos disse que não houve mortos ou feridos na operação e disse ter perdoado esses guerrilheiros, esperando reciprocidade. Ele acredita que ao perdoar os rebeldes eles poderiam libertar o restante dos reféns.
Segundo o ministro da Defesa da Colômbia, a operação aconteceu a cerca de 70 quilômetros ao sul de San José del Guaviare, capital do departamento, próximo ao rio Apaporis. Vários guerrilheiros - inclusive um líder das Farc identificado como César - foram presos na operação de um grupo de elite das Forças Armadas colombianas.
Os reféns americanos - Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thomas Homes - estavam seqüestrados desde fevereiro de 2003 na selva de Caquetá. Eles trabalhavam para a California Microwave Systems, empresa contratada pelo Departamento da Defesa dos EUA para recolher informações sobre as plantações de droga. As Farc os acusavam de ser espiões da CIA, informa o El Tiempo.
"Essa operação, chamada 'jaque', não tem precedentes e mostra a alta qualidade e profissionalismo das forças militares colombianas", destacou Santos, segundo o jornal El Tiempo. O ministro colombiano parabenizou a Inteligência e saudou o generais Freddy Padilla, comandante das Forças Militares, e Mario Montoya, chefe do Exército.
Lorenzo Betancourt, filho de Ingrid, disse esperar "de todo o coração" que a notícia se confirme. "Aguardo mais informações. Espero que seja verdade", disse à agência Efe o filho menor da franco-colombiana. O jovem disse que não recebeu até o momento informações das autoridades francesas sobre a libertação da mãe. Conheça a trajetória de Ingrid Betancourt:
Carreira política
Ingrid Betancourt, nascida em Bogotá (no Natal de 1961), veio de uma família já introduzida na política. Seu pai, Gabriel Betancourt, foi ministro da ditadura do general Rojas Pinilla e depois se tornou diplomata, enviado a Paris, onde Ingrid cresceu. Sua mãe, a Miss Colômbia Yolanda Pulecio, serviu o Congresso representando as comunidades pobres do sul de Bogotá.
Após a morte de Luis Carlos Galán, candidato à Presidência da Colômbia repressor ao tráfico de drogas, em 1989, Betancourt voltou ao seu país de origem e fazer algo por ele. Na década de 90, trabalhou no Ministério das Finanças e foi eleita para a câmara dos deputados em 1994, lançando o Partido do Oxigênio Verde.
Combateu a corrupção e o financiamento de campanha com dinheiro de drogas. Concorreu ao Senado em 1998, conquistando o maior número de votos entre os candidatos. Durante seu mandato, ameaças de morte a forçaram enviar seus filhos pra Nova Zelândia.
Após as eleições de 1998, Betancourt escreveu um livro. Sua primeira versão foi em francês, pois foi proibido de ser publicado na Colômbia. Após um tempo, recebeu versões em espanhol e inglês. No final de 2001, o governo colombiano e a opinião pública estavam ficando impacientes e desencorajados com a situação. Ingrid decide se candidatar a presidente.
O Seqüestro
Ao se lançar à Presidência em 2002 - eleição que Uribe venceu - Ingrid Betancourt queria ir a zona delimitada de San Vicente del Caguán para se encontrar com as Farc. Isso era um ato comum, e muitas figuras públicas visitavam a região, criada para negociações com a guerrilha.
Autoridades insistiam para que Betancourt não visitasse a região. Após ter o pedido de transporte com um helicóptero militar ter sido negado, ela decidiu ir pela estrada. Após parar no último posto policial antes da zona delimitada, os alertas dos militares não foi o bastante e sua comitiva seguiu em frente.
Ignoraram o aviso e as Farc seqüestraram grande parte dos integrantes, e continuaram presos nestes seis anos. O nome de Ingrid não foi retirado da campanha e no final atingiu 1% dos votos.
Com ela foi seqüestrada Clara Rojas, candidata à Vice-Presidência da Colômbia pelo partido "Oxígeno Verde" (Oxigênio Verde) e que foi libertada pelas Farc em 10 de janeiro último.O mesmo espírito destemido que levou Betancourt para Caquetá fez com que dissesse ao Congresso colombiano que o país estava sob governo "de um delinqüente", em referência ao então presidente Ernesto Samper (1994-1998).
Em outra ocasião, declarou que o partido em que iniciou sua vida política, o Liberal, era um clube de "ladrões e corruptos", e o Poder Legislativo, "um ninho de ratos".
Cativeiro
Em seu longo período de cativeiro de mais de dois mil dias, suportou a morte de seu pai, uma das pessoas que mais teve influência em sua vida.
A ex-candidata presidencial colombiana, que tem também nacionalidade francesa, se transformou na "jóia da coroa" das Farc, a mais importante moeda da organização guerrilheira junto com os cidadãos americanos.
Um dos chefes da guerrilha, José Benito Cabrera, conhecido como "Fabian Ramírez", não hesitou em afirmar, poucos dias depois do seqüestro de Betancourt, que a situação dela demoraria a ser resolvida, adiantando na ocasião que a ex-candidata seria a líder de um grupo de reféns "passíveis de troca" por cerca de 500 rebeldes presos.
A família de Betancourt recebeu a primeira "prova de vida" da ex-candidata presidencial em 24 de julho de 2002. Em um vídeo, a dirigente conservava seus brios rebeldes, rejeitava a troca proposta pelas Farc e cumprimentava seu segundo marido, o publicitário colombiano Juan Carlos Lecompte.
Como presente pelo 46º aniversário de Betancourt, Lecompte lançou sobre a selva colombiana, em 25 de dezembro último, cerca de 20 mil panfletos com fotografias recentes dos filhos de Betancourt, com a esperança de que pelo menos um deles chegasse às mãos de sua esposa.
"Este é um momento muito difícil para mim. Pedem provas de sobrevivência à queima-roupa e aqui estou te escrevendo colocando minha alma sobre este papel. Estou mal fisicamente. Não voltei a comer, estou sem apetite, meu cabelo cai em grandes quantidades", disse Betancourt à sua mãe Yolanda Pulecio.
Fugas
A ex-candidata presidencial, cujo único contato com o exterior vinha sendo feito por um aparelho de rádio, tentou escapar várias vezes de seus seqüestradores, segundo contaram alguns dos poucos reféns que conseguiram fugir dos guerrilheiros, como o policial John Frank Pinchao.
Embora Ingrid Betancourt tenha "uma coragem à prova de bala" e um ótimo humor, segundo alguns analistas, sofreu na carne os rigores do cativeiro na selva. Prova disso é um vídeo divulgado em 30 de novembro último, e no qual é vista em uma cadeira em meio à selva, extremamente magra, com o cabelo muito longo e um olhar triste e perdido, em imagens que para muitos ilustram o conflito colombiano.
'Dívida com a Colômbia'
Uma série de acontecimentos na Colômbia, como o assassinato de vários candidatos presidenciais, um frustrado processo de paz com as Farc, a ocupação rebelde do Palácio de Justiça - que culminou na morte de mais de 100 pessoas - e o surgimento do chamado "narcoterrorismo", fez com que Betancourt refletisse sobre suas metas.
Ela sabia que "tinha uma dívida" com a Colômbia, como já havia ensinado seu pai. "O país me chamava", chegou a declarar.
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int199448,0.htm
Para relator, projeto que libera aborto é inconstitucional
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) releu há pouco, na audiência pública promovida pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), seu voto contrário à descriminalização do aborto. Ele é o relator do Projeto de Lei 1135/91, que suprime o artigo do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) que define como crime o aborto provocado pela gestante ou com o seu consentimento. Cunha, que também é presidente da CCJ, defende que a medida contraria a Constituição, que assegura a inviolabilidade do direito à vida.
O deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) reconheceu a proteção ao direito à vida. Também afirmou que não há prolongamento corpóreo do feto em relação à mãe. Ele elogiou o voto do relator e afirmou ser contrário à legalização do aborto.
Já o deputado Eduardo Valverde (PR-RR) disse que não há ofensa constitucional com a prática do aborto, pois existe a possibilidade de o aborto acontecer nos casos previstos no Código Penal, como para salvar a vida da mãe e nos casos de gravidez resultante de estupro. Ele disse ser contrário ao voto do relator Eduardo Cunha.
Afronta constitucional
O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) considerou o aborto uma afronta constitucional. "Sem a vida não há o que ser tutelado pelo direito", disse o parlamentar. Para ele, se houver a descriminalização do aborto, o número de casos vai aumentar. "O Sistema Único de Saúde não terá condições de atender a quantidade de abortos, se houver a liberação", acrescentou. Picciani mais uma vez criticou a ausência do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na audiência pública.
O deputado Pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE) manifestou-se contrário à liberação do aborto. Para o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) é preciso defender a garantia do direito à vida. Também o deputado Odair Cunha (PT-MG) considerou que a vida começa na concepção. No seu entender o projeto que visa liberar o aborto é inconstitucional. "Há argumentos de sobra do ponto de vista jurídico e científico para sermos contra essa proposta".
O deputado Bassuma (PT-BA) lembrou que o projeto já foi rejeitado na Comissão de Seguridade Social e Família. Ele defendeu o agravamento da pena para quem pratica o aborto. A deputada Solange Almeida (PMDB-RJ) disse que briga pelo ser humano. "Todos os nossos atos têm conseqüência", disse, acrescentando ser contra a descriminalização do aborto.
Os parlamentares participam da audiência pública promovida pela CCJ para discutir o PL 1135/91. A reunião continua no plenário 1.
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=124435
Comentário: Estão querendo legalizar o homicio. E isso fere a constituição que protege a vida.
Isabeli Fontana faz declaração infeliz na Hebe
A modelo Isabeli Fontana, 24, revelou uma certa parcela de homofobia no programa “Hebe” desta segunda-feira, 30. No sofá mais famoso do Brasil, ela disse que não gostaria de ter um filho gay.
O tema homossexualidade estava sendo discutido com a presença do ator Lugui Palhares, o Carlão da novela “Duas Caras”, que chegou a ser questionado se era gay. Palhares se declarou heterossexual e se mostrou mais simpatizante do que a modelo, que vive em um meio onde a maioria dos profissionais é homossexual.
O ator disse para Isabeli que "se ele (o filho dela) fosse gay você teria que amá-lo do mesmo jeito e compreendê-lo." Isabeli sentiu a saia-justa e tentou consertar dizendo que tentaria compreender seu filho se ele fosse homossexual. Ela já tem dois filhos (Lucas, 1, e Zion, 5) com o ator Henri Castelli.
http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/11_101_67590.shtml
Comentário: Parabéns a modelo Isabeli Fontana, que além de linda se mostrou inteligente e com personalidade, pois não ser curva a essa onda politicamente-correta de que devemos aceitar a aberração gay. Ela sabe que ser gay não é normal e que por isso deseja o melhor para o filho dela.
Projeto de cartografia corrigirá falha: dos 5,2 milhões de Km2 da região, 1,8 milhão de Km2 não possuem dados de cartografia terrestre.
PORTO VELHO, RO – Ficará pronto dentro de cinco anos o projeto de cartografia da Amazônia, informou o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). Anteriormente, o prazo previsto era 2014. Ao custo de R$ 350 milhões, o projeto recebeu mais R$ 70 milhões, graças à decisão sobre o aumento de 40% nos repasses anuais, foi anunciada terça-feira pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general-de-Exército Jorge Armando Félix, durante a 3ª Reunião da Comissão de Implantação do Projeto de Cartografia da Amazônia, na sede do Censipam, em Brasília.
Com parcerias do Exército, Marinha, Aeronáutica e Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o projeto deverá cobrir os “vazios cartográficos” da região amazônica, que possui área de 5,2 milhões de quilômetros quadrados. Deste total, 1,8 milhão de Km2 não possuem dados de cartografia terrestre. O trabalho vai ajudar também na atualização da cartografia náutica e no aprofundamento dos conhecimentos sobre os recursos minerais.
Auxílio estratégico
Há três subprojetos: Cartografia Terrestre, Cartografia Geológica e Cartografia Náutica que incluem cartas topográficas nas escalas de 1:100.000 e 1:50.000; cartas geológicas nas escalas de 1:100.000 e 1:250.000; levantamentos aerogeofísicos e cartas náuticas na escala de 1:100.000. Tudo isso irá auxiliar o planejamento e a execução de projetos de infra-estrutura – rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, demarcação de áreas para assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento de produção e desenvolvimento regional.
Segundo o Censipam, os recursos aplicados deverão garantir a modernização dos sistemas de aquisição e processamento de dados das aeronaves R99-B, especializadas em sensoriamento remoto. Da mesma forma, a adequação da infraestrutura de software e hardware para o tratamento e o processamento de imagens; a capacitação de recursos humanos e, principalmente, a absorção de tecnologias de ponta. Os benefícios são para todo o território brasileiro. Outra ação será a construção de navios hidrográficos para o atendimento às ações do subprojeto de cartografia náutica.
Gestores municipais
Funcionários das prefeituras de Ouro Preto do Oeste (RO), Chapada dos Guimarães (MT), técnicos da Caixa Econômica Federal, Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, Agência Estadual de Vigilância Sanitária, Batalhão de Policiamento Ambiental, e alunos da Universidade Federal de Rondônia participam em Porto Velho do curso "Uso de Geotecnologias para Gestão Municipal”.
A capacitação faz parte do programa SipamCidade, que atende a profissionais de diversos órgãos públicos. O curso 'Uso de Geotecnologias para Gestão Municipal' tem carga horária de quarenta horas e será finalizado na próxima sexta-feira.
O Sipam pretende, em todos os municípios da região amazônica, fornecer informações sobre seus territórios e facilitar a utilização dos dados no planejamento de suas ações.Segundo o gerente do Centro de Operações, José Neumar Silveira, a unidade do Sipam em Porto Velho foi a pioneira no funcionamento do SipamCidade. A iniciativa obteve êxito e passou a ser adotada pelas outras unidades, em Belém e Manaus.
(*) Com informações da Assessoria de Comunicação do Sipam.
http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2594&Itemid=259
Governo vai reforçar fronteiras da Amazônia, diz Jobim
Sob ataque dos críticos da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje que o governo vai reforçar a presença de soldados nas regiões de fronteira na Amazônia. A reserva se estende por áreas próxima a fronteira com a Venezuela e preocupa os militares. O ministro participou hoje de audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara.
Jobim disse que o governo aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação. Segundo o presidente do STF, Gilmar Mendes, o julgamento das ações que contestam a demarcação é "prioridade máxima" da Corte, na volta do recesso, em agosto.
Por quase três horas, Jobim respondeu a perguntas sobre a questão indígena e a Amazônia. Ele disse que a região não é composta apenas por florestas e que não se resume a preocupações ambientais ou de soberania. Daí, destacou, o porquê da questão ser tratada não como caso policial, mas sim como questão econômica.
"A Amazônia é composta por 21 milhões de pessoas. Não podemos trabalhar como querem os ambientalistas de fora do Brasil. A Amazônia não pode ser tratada como uma coleção de árvores para lazer de estrangeiros", disse. "Se considerássemos apenas como reserva absoluta, teríamos de matar as 21 milhões de pessoas que ali vivem", disse ele, frisando a necessidade de um plano eficaz de desenvolvimento sustentável.
Cobrança
Ao ser cobrado pelo deputado Carlos Santana (PT-RJ), Jobim passou um pito no Congresso. "Existem 18 projetos sobre a questão indígena tramitando na Câmara. Se organizem. Juntem tudo e imponham essa pauta. Imponham aos seus líderes e à Mesa (Diretora)", cobrou. "Essas sessões, me desculpem, viram catarse individual que não levam a decisões coletivas", afirmou.
Jobim prosseguiu insistindo que se os deputados não são capazes de fazer acordos não podem reclamar das decisões do Judiciário. "Se os senhores não fazem acordo e produzem ambigüidade, estão entregando ao Judiciário a capacidade de legislar", disse.
http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=909110
Cartaz prega o ódio a gays

(Recife) Um cartaz que condena a união entre pessoas do mesmo sexo foi fixado em vários postes da iluminação pública da cidade do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. No material estão desenhados três casais sendo um heterossexual e dois casais gays. Usando o sinal de somar e de igual, o autor diz que o homem mais a mulher são iguais à família. Já um homem mais outro homem são iguais a interrogação. O desenho vem seguido da frase: "orgulho gay? Não obrigado!"
O material é assinado pela Frente Nacionalista de Pernambuco e Carecas do Brasil - PE. A definição para Carecas do Brasil é encontrada em diversos sites na Internet como Skinheads. O grupo tem uma das sedes em Alagoas e prega no site que são adeptos de "uma moral conservadora em relação a Deus, pátria e família". Ainda no texto que define a ideologia do grupo, eles dizem que tudo que conseguiram até hoje "foi através da força."
A campanha divulgada no Cabo de Santo Agostinho revoltou os ativistas e grupos de defesa da diversidade sexual em Pernambuco. A reação ao cartaz veio em forma de denúncia. A ONG Leões do Norte encaminhou ofício para a Secretaria de Defesa Social e para a Polícia Federal. "Estamos pressionando o Estado a tomar alguma providência antes que este grupo de inimigos declarados dos homossexuais passe à violência física" disse em nota o presidente da Leões Wellington Medeiros.
A entidade também enviou um alerta com cópia do cartaz para todas as organizações de defesa dos direitos humanos no Estado e outras em todo país. A idéia é averiguar se a campanha também está sendo divulgada em outros estados e municípios. "O cartaz incita a violênca contra homossexuais e, ao que parece, é de um grupo de neo-nazistas" ressaltou Medeiros. A Secretaria de Defesa Social e a Polícia Federal ainda não se pronunciaram sobre o caso.
http://www.athosgls.com.br/noticias_visualiza.php?contcod=23894
Comentário: Ser homossexual não é normal.